Curso de desdobramento da obra de Ferreira Gullar

Numa tentativa de homenagear a obra do maranhense, elaboramos um curso de desdobramento #Ferreira90 sobre a sua obra em 4 aulas online. As aulas podem ser adquiridas em pacote ou avulsa.



Aula 1: "Do mimético à vanguarda" com Flávio Morgado. Uma abordagem sobre a estreia do poeta e a negação do primeiro livro. O caminho até o vanguardista de "A luta corporal" (1954).


A estreia do poeta José Ribamar com "Um pouco acima do chão" (1949), um livro que traz um simbolismo tardio, a presença forte dos sonetos e de uma formalidade canônica. O encontro com o crítico Fausto Cunha e a virada em sua poesia. 5 anos de hiato, até lançar o vanguardista "A luta corporal", em que o poeta implode a linguagem e dá início ao seu percurso sempre inventivo.

Análise dos poemas, estudo de contexto e dados biográficos do poeta.

Aula 2: "Poema sujo, intérprete do Brasil" com Lucas van Hombeeck. O poeta e o exílio, o heroísmo e o desterro no "Poema sujo" (1975).


Vamos conversar sobre uma possibilidade de leitura do Poema sujo (1976) como interpretação do Brasil. Para isso, passaremos pela fortuna crítica da poesia de Ferreira Gullar em geral, e desse poema em particular, identificando as relações entre a narração que o poeta faz de si e de seu trabalho e as inteligibilidades conferidas pela crítica à sua poesia. Em seguida, a partir da categoria de heroísmo proposta por Paulo Franchetti para lidar com as relações entre autobigrafia, poesia e crítica na trajetória do poeta, vamos propor a leitura do Poema sujo como gesto de desencantamento do herói e, metonimicamente, da ideia de povo brasileiro. No plano da forma, esse desencantamento será observado na oscilação entre os elementos épicos e líricos presentes num movimento de reescritura de uma história da poesia brasileira pelo poema, entre a formação e a dissolução. No da cultura, observaremos como esse desencantamento do herói e da ideia de povo pode ter sido não apenas o fim mas também o início de determinada configuração da relação entre cultura e política na década de 1970 e depois.

Aula 3: "Por dentro da canção" com a poeta e cantora Marina Wisnik. Análise das canções compostas por Gullar e exercícios propositivos de composição.


Gullar sempre esteve próximo aos músicos, e além de ter marcado seu nome no cânone da poesia brasileira, também foi um exímio compositor. É dele a letra de "Trenzinho caipira", de Heitor Villa-Lobos, por exemplo. Teve como parceiros Caetano Veloso ("Onde andas"), Adriana Calcanhotto, Paulinho da Viola, Sueli Costa, Milton Nascimento e Fagner que, além de ter musicado inúmeros poemas seus, também gravou a famosa "Borbulhas de amor", versão do poeta para a canção dominicana de Juan Luis Guerra.

Na nossa terceira aula do curso #Ferreira90, Marina Wisnik (cantora, poeta e compositora) virá com uma análise sobre as canções compostas pelo poeta e exercícios propositivos de composição. Ou seja, além de um desdobramento de suas canções, é sobretudo uma oficina!

Aula 4: "O Gullar crítico: Neoconcretismo e Teoria do Não-Objeto" com Pollyana Quintella. O crítico de arte Ferreira Gullar, o vanguardista Neoconcreto, a querela com o Concretismo e a Teoria do Não-Objeto (1960).


Ao longo de sua trajetória, Gullar sempre esteve próximo das artes plásticas. Seja como atento e enviesado crítico, aprendiz de Mário Pedrosa, destemido signatário do manifesto Neoconcreto, inventivo autor de poemas-objetos, ou o importante pensador por trás da "Teoria do Não-objeto".

Para debater sobre tudo isso, se inscreve lá. Basta mandar um email para revistaapalavrasolta@gmail.com

As aulas podem ser adquiridas avulsas.


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