Vinicius: onde só a paixão desempata
- a palavra solta

- 3 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Curso-oficina sobre a poética e a recepção de Vinicius de Moraes (1913-1980)
Propositor: Flávio Morgado*
Nem sempre é simples citar um poeta, porque como já dizia Walter Benjamin: citar é, por excelência, tirar de contexto. E como inserir Vinicius de Moraes, um corpo tão apaixonado quanto contraditório, disposto ao próprio tempo como quem só pudesse dar ao poema o presente como lastro da verdade. Um poeta de falas polêmicas, de versos que assumem a dimensão de um imaginário nacional em torno da ideia de poesia. Como propor perante tanta beleza e tantos desafios? Em nosso contexto, tão ávido ao cancelamento, tão pouco disposto à escuta, tão desacreditado ao encontro? Deve haver ainda alguma força possível de evocar em seus versos, nada que elimine a nossa visão crítica sobre o poeta, mas no mínimo, como exigia um exímio filho de Xangô, uma visão justa.
AULA 01 - O poeta aprendiz

A formação literária e de classe de Vinicius. As primeiras paixões e as primeiras contradições de um corpo disposto ao porvir, sempre. A filiação ao movimento Integralista, o catolicismo lírico, a boemia e o flerte com a rua.
AULA 02 - A vida é a arte do encontro

Uma subjetividade lamuriosa e incapaz da solidão. Um sujeito do abraço, a comunhão como a única utopia acessível. Vinicius e a pulsão à philia. Os amigos, a entrada na canção, a relação com os orixás, o amor fati em sua obra. O diálogo flúido com as arestas de João Cabral; o afastamento do Itamaraty, o velho hippie e o flerte com o socialismo de Neruda.
AULA 03 - Quem me pagará o enterro e as flores?

Vinicius e a grande poesia modernista que está por trás de toda sua presença, por hora imponente no imaginário cultural brasileiro, por outra, contraditória, como a de um homem marcado pelas contradições de seu tempo e de suas paixões. Como pensar a recepção de Vinicius de Moraes hoje.
Aulas dias: 12/10; 19/10 e 26/10 (quartas)
Horário: 20 às 21:30/22h
Via Google Meeting, duração de, aproximadamete, 1:30h
Inscrições: revistaapalavrasolta@gmail.com (informar no título a Inscrição e o depósito do PIX)
Investimento: 120 reais (pagamento via chave PIX revistaapalavrasolta@gmail.com - email)

Flávio Morgado (Rio de Janeiro, 1989) nasceu e foi criado em Brás de Pina, zona da Leopoldina, subúrbio carioca. É poeta, autor de "um caderno de capa verde" (7Letras/2012), "uma nesga de sol a mais" (7Letras/2016), "Refinaria da cólera" (Coleção Megamini/2019) "preciso" (7Letras/2019) e "Quero te dar o corpo total do dia" (em parceria com a artista plástica Marcela Cantuária, editado pela Revista Philos/2021).
Em 2013, chegou às semifinais dos prêmios Jabuti e Portugal Telecom (atual Prêmio Oceanos); e em 2017, às semifinais dos mesmos prêmios. Teve poemas traduzidos em coletivas estrangeiras para o espanhol, inglês, alemão, francês e grego.
Graduou-se em História pela UFRJ, e fez seu mestrado em História da Arte pela PUC-Rio. Atualmente leciona em escolas particulares, oficinas literárias e acompanhamentos artísticos. Em 2020, junto com amigos, fundou a Revista A Palavra Solta, mídia online de crítica cultural, que além da edição, assina a coluna de política. Em 22, começou um projeto de poema-expandido com pipas em intervenções públicas e performances poéticas com PIPA-VERSO PIPA-PAUTA PIPA-LUTO




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