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Fissuras de uma República proclamada

com Flávio Morgado






Em rememoração à Proclamação da República, 15 de novembro de 1889, o curso "Fissuras de uma República proclamada" busca, histórica e politicamente, debater as principais falhas estruturais desse regime que, a beira de seus 132 anos, alimenta-se das contradições de um movimento conservador e ainda distante de uma noção plenamente democrática. O curso será divido em três eixos temáticos, em que cada um corresponde a uma aula de três horas de duração.


Aula 01: "15 de novembro: A República sem o povo"


A construção simbólica da Proclamação da República e suas contradições: a ausência da força popular, as estratégias de conservação, os donos do poder e o projeto republicano que se inicia.


Textos de apoio:

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2ª ed., 2002. ... Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Editora UFMG/IUPERJ, 2002

CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: a Elite Política Imperial. Rio de Janeiro: Campus, 1980.

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados. O Rio de Janeiro e a República Que não Foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

CARVALHO, José Murilo de. Teatro de Sombras: a Política Imperial. São Paulo: Edições Vértice, 1988.

CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas. O Imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 13.a reimpressão, 2003.



Aula 02: "O projeto de não-cidadania: o medo da Abolição"


Na segunda aula, o curso pretende debater a tardia Abolição da escravatura no fim do século XIX e as estratégias de dominação da elite nacional após a Lei Áurea: estigmatização social, política habitacional gentrificada, criminalização e desmonte da educação pública como projeto estatal.


Textos de apoio:

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. São Paulo: Global Editora, 2003.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia de Bolso, 2006. ROCHA, Everardo.

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. NOVAIS, Fernando Antonio.

SOUZA, Jessé de. A Elite do atraso: da Escravidão à Lava-Jato. Rio de Janeiro: Ed. Leya, 2017.

SOUZA, Jessé de. A Ralé Brasileira: quem é e como vive. 3º edição ampliada com nova introdução. São Paulo: Ed. ContraCorrente, 2018.



Aula 03: "O fetiche da farda: da Espada à Mamadeira"


Responsáveis pela proclamação e pelas diretrizes dos primeiros anos republicanos (período conhecido como "A república das espadas", de 1889 a 1894), as Forças Armadas emergem ao imaginário republicano em toda sua dubiedade histórica: guardiões da democracia ou conspiradores? Golpistas ou revolucionários? As disputas em torno da narrativa militar no Brasil Republicano, ontem e hoje.


Textos de apoio:

CARVALHO, José Murilo de. Forças Armadas e Política no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

SAES, Guillaume Azevedo Marques de. MILITARISMO E POLÍTICA NA PRIMEIRA DÉCADA REPUBLICANA BRASILEIRA (1889-1897). Brazil Publishing, 2019.

FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (org.). O BRASIL REPUBLICANO: O TEMPO DA NOVA REPUBLICA – DA TRANSIÇAO DEMOCRATICA A CRISE POLITICA DE 2016 - 1ªED.(2018).



AULAS: 15/11, 22/11 e 29/11

via Zoom

19 às 22h


Número mínimo de alunos: 05

Idade mínima: 14 anos


Investimento: 150, 00 (as três aulas) ou 70 reais (aula avulsa)



FLAVIO MORGADO é poeta, professor de História e editor da Revista A Palavra Solta. Como poeta, publicou um caderno de capa verde (7Letras/2012), uma nesga de sol a mais (7Letras/2016), preciso (7Letras/2019) e quero te dar o corpo total do dia (em parceria coma artista visual Marcela Cantuária, Casa Philos/2021). Mestre em História da Arte pela PUC-Rio, atua como professor dos Ensinos Fundamental e Médio em escolas particulares e cursos comunitários na cidade do Rio de Janeiro.






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